Sumário do artigo · 11 seções
- Inventário de linhas como método: o que o framework painel claro propõe
- Os 8 campos canônicos — método sugerido pra qualquer empresa
- Os 3 estados que o sistema classifica automaticamente
- Fase 1 — Extração (semanas 1 a 3): puxar de 4 fontes
- Por que urgência agora: CNPJ alfanumérico em 22 dias
- Fase 2 — Reconciliação (semanas 4 a 7): cruzar as fontes
- Fase 3 — Classificação (semanas 8 a 10): aplicar estados de status
- Fase 4 — Governança contínua (semanas 11 a 12 em diante): cadência mensal vs trimestral
- O erro típico em planilha — e o limite operacional dos 200 a 300 linhas
- 3 caminhos pra implantar inventário em 90 dias
- LGPD e o inventário que toca dados pessoais
Inventário de linhas é a camada zero do painel claro — onde a luz começa a acender em cada linha do parque corporativo. Sem ela, você adivinha; com ela, você enxerga. Em parque de 100+ linhas multi-operadora, baseline de 90 dias com 8 campos canônicos (linha · CNPJ · CC · usuário · plano · operadora · status · consumo 90d) custa entre 12 e 26 horas de trabalho inicial em planilha. Tipicamente revela que 28 a 44% das linhas não se encaixam em "uso normal". Este post mostra as 4 fases do método — extração, reconciliação, classificação e governança — e os 3 caminhos pra implantar. Gancho regulatório: em T-22 dias (06/07/2026) o CNPJ vira alfanumérico — empresa sem inventário canônico por CNPJ vai descobrir isso na pior hora.
Patrícia abriu a planilha de telecom pela décima vez na semana. Linha 1 a 218. Colunas F, G e H sem preenchimento — usuário, CC, status. A reunião com a Helena é na sexta.
O problema não era a planilha. Era o que faltava antes dela: a luz sobre cada linha.
Sem um inventário estruturado e validado, toda análise de fatura é improviso. Você cruza o que tem com o que lembra, arruma o que sobra e entrega o que parece certo. Em parque de 100+ linhas multi-operadora, “parece certo” acumula divergência silenciosa por meses.
Sem inventário, você não enxerga o parque — você adivinha. E nenhuma adivinhação cancela linha morta. Só painel cancela.
Inventário de linhas é a camada zero do painel claro — onde a luz começa a acender em cada linha do parque corporativo. Sem ela, você adivinha; com ela, você enxerga. Em parque de 100+ linhas multi-operadora, baseline de 90 dias com 8 campos canônicos (linha · CNPJ · CC · usuário · plano · operadora · status · consumo 90d) custa entre 12 e 26 horas de trabalho inicial em planilha. Tipicamente revela que 28 a 44% das linhas não se encaixam em “uso normal”. Este post mostra as 4 fases do método — extração, reconciliação, classificação e governança — e os 3 caminhos pra implantar. Gancho regulatório: em T-22 dias (06/07/2026) o CNPJ vira alfanumérico — empresa sem inventário canônico por CNPJ vai descobrir isso na pior hora.
Este não é um post sobre operadora vilã. É sobre o que acontece quando ninguém na empresa tem a lista completa e validada das linhas ativas — o que custa, quem usa, qual plano, qual status. É sobre acender a luz onde estava o escuro.
Inventário de linhas como método: o que o framework painel claro propõe
Este post aprofunda a Camada 1 do framework painel claro de telecom corporativo — um framework editorial que a equipe ContaClara propõe como método de governança para qualquer ferramenta de gestão telecom. As 5 camadas (inventário → drill-down → alertas → rateio → audit trail) estão consolidadas aqui.
A Camada 1 é pré-requisito de todas as outras. Sem ela, o painel não tem onde acender a luz:
- Drill-down de fatura fica cego. Linha sem usuário associado = linha invisível no rateio.
- Alerta de linha ociosa não funciona. Sem saber o que deveria estar vivo, não tem como saber o que está morto.
- Rateio por CC gera erro de alocação. A linha mudou de departamento. Ninguém atualizou. O custo vai pro CC errado.
- Audit trail perde rastreabilidade. Quem usou o quê, em qual período — essa pergunta fica sem resposta.
O inventário não é projeto paralelo. É a base que destrava as outras 4 camadas.
Acendemos a luz sobre o que estava no escuro — começando pela linha.
Os 8 campos canônicos — método sugerido pra qualquer empresa
Inventário canônico é o artefato digital — arquivo ou painel — que descreve cada linha ativa do parque com campos padronizados, validados e auditáveis.
Os 8 campos mínimos que iluminam o parque:
| Campo | O que revela | Fonte primária | Como a ContaClara entrega |
|---|---|---|---|
| Número da linha | Identificador único | Fatura operadora | ✅ Extraído automaticamente da fatura Vivo |
| CNPJ contrato | Entidade jurídica da linha | Contrato / fatura | ✅ Extraído com drill-down nativo |
| Plano contratado | Nome do plano + franquia | Contrato + fatura | ✅ Extraído da fatura |
| Operadora | Vivo · Claro · TIM | Fatura | ✅ Vivo · TIM (Claro roadmap declarado) |
| Consumo 90 dias | Dados + voz + SMS consolidados | Portal operadora | ✅ Histórico mês-a-mês via uploads sequenciais |
| Status (3 automáticos) | Warning / Crítico / Ociosa | Consumo vs franquia | ✅ 3 estados automáticos após cada upload |
| Centro de custo | Departamento / filial | RH / financeiro | ⚠️ Cadastro manual (sem integração financeiro hoje) |
| Usuário associado | Nome + matrícula ativa | RH (colaboradores ativos) | ⚠️ Cadastro manual (sem integração RH hoje) |
Dos 8 campos, 5 a ContaClara extrai automaticamente a partir da fatura. Centro de custo e usuário associado dependem de cadastro manual — nenhuma ferramenta faz isso automaticamente sem integração dedicada com RH e financeiro, o que não está disponível hoje. Hoje a plataforma tem parser ativo para Vivo e TIM; Claro é roadmap declarado.
Para inventário multi-operadora hoje — parques com Claro ou TIM além da Vivo — a recomendação prática é manter uma planilha-mestre que agrega o que o parser ContaClara extraiu (Vivo + TIM) com as extrações do portal Claro (roadmap declarado). É mais trabalho onde o parser ainda não chegou, mas é o que existe.
Modelo pronto pra aplicar internamente — copie e adapte:
8 campos canônicos do inventário de linhas
- Número da linha (ex.: 67 9 9999-0000)
- CNPJ do contrato (ex.: 28.726.886/0001-83)
- Centro de custo (ex.: TI-Campo Grande / Filial Sul) — cadastro manual
- Usuário associado (Nome + matrícula + status RH) — cadastro manual / cruzamento planilha RH
- Plano contratado (Nome + franquia dados/voz)
- Operadora (Vivo / Claro / TIM)
- Status (3 automáticos: warning / crítico / ociosa; demais: classificação manual)
- Consumo 90 dias (MB dados + min voz + SMS)
Este método das 4 fases descrito a seguir é executável internamente — sem precisar de ferramenta, sem precisar contratar consultoria.
Os 3 estados que o sistema classifica automaticamente
Os 3 estados que a ContaClara aplica automaticamente após cada upload de fatura Vivo:
- Warning de franquia — consumo > 80% da franquia no mês corrente (candidata a review de plano)
- Crítico de franquia — consumo > 100% da franquia no mês corrente (excedente ativo)
- Linha ociosa — consumo voz+dados < 5% da franquia (candidata a cancelamento)
“Subutilizada com janela de 3+ meses” e “sem consumo por 60+ dias” são classificações complementares que o gestor aplica manualmente na planilha apoio cruzando histórico mês-a-mês — não estão como flag automática hoje. Janelas temporais e recorrência multi-mês são item de roadmap (sem data cravada). Esses 3 estados (warning · crítico · sem uso) são a saída automática; o detalhamento adicional fica com o processo das 4 fases abaixo.
Fase 1 — Extração (semanas 1 a 3): puxar de 4 fontes
A extração não é baixar uma planilha. É alinhar 4 fontes com visões diferentes do mesmo parque — e revelar onde cada uma diverge.
Fonte 1 — Portal da operadora Exportar relatório de linhas ativas + detalhado de consumo dos últimos 90 dias. Em multi-operadora, repetir para cada contrato. Cada portal tem formato diferente — padronizar colunas antes de cruzar.
Quem tem Vivo ou TIM pode usar o upload da ContaClara pra automatizar esta etapa. Quem tem Claro (roadmap declarado) precisa do portal manualmente — exportar CSV ou PDF de uso e cruzar com a planilha-mestre.
Fonte 2 — Contrato e aditivos em vigor Identificar quais planos estão contratados por CNPJ, qual franquia, quais SVAs ativos, quais cláusulas de renovação automática. SVA — Serviço de Valor Adicionado — é todo recurso cobrado na fatura além do plano base: seguro, streaming, proteção de tela. Esse documento revela o que deveria estar sendo cobrado — a base pra mostrar divergência.
Fonte 3 — Lista de colaboradores ativos do RH Nome + matrícula + cargo + centro de custo + status de emprego. Essa lista cruza com o campo “usuário associado” do inventário. Linhas cujo usuário não aparece na lista ativa são candidatas imediatas à revisão de status.
Fonte 4 — Centro de custo do financeiro Estrutura atual de CCs — filiais, departamentos, projetos. Garante que o rateio posterior vai refletir a estrutura real da empresa, não a estrutura que existia quando o contrato foi assinado.
Em parque de 100 linhas com 2 operadoras, esse trabalho de extração leva de 6 a 10 horas. Em parque de 300 linhas com 3 operadoras e 5 CNPJs, leva de 12 a 18 horas. A maior parte do tempo não é no download — é na padronização de formatos entre portais.
Por que urgência agora: CNPJ alfanumérico em 22 dias
A IN RFB 2.229/2024 obriga sistemas a aceitar CNPJ alfanumérico a partir de 06/07/2026 — 22 dias a partir da publicação deste post.
Empresas que não têm inventário canônico com CNPJ por linha vão descobrir divergências contratuais no primeiro fechamento de julho. A questão não é “se” — é quantas linhas vão aparecer com o CNPJ em formato que o novo sistema não reconhece.
O inventário é pré-requisito pra essa adequação rodar limpa. Se o campo CNPJ do seu parque hoje é planilha colada ou está em 3 formatos diferentes por operadora — a extração da Fase 1 é o primeiro passo antes do fechamento de julho.
Fase 2 — Reconciliação (semanas 4 a 7): cruzar as fontes
Reconciliação é o cruzamento sistemático entre as fontes extraídas. O objetivo é documentar divergências antes de classificar status — iluminar o que estava invisível.
Esse cruzamento é feito pelo gestor, não pelo sistema. A ContaClara extrai os dados da fatura Vivo automaticamente; o cruzamento com RH e financeiro é trabalho do analista com a planilha-mestre ao lado.
As 5 divergências mais comuns que a reconciliação revela:
1. Linha na fatura sem usuário no RH A linha existe no portal da operadora mas o usuário associado não está na lista de colaboradores ativos. Pode ser colaborador desligado, transferido sem atualização, ou linha de departamento sem usuário nomeado.
2. Usuário no RH sem linha na fatura Colaborador ativo que deveria ter linha corporativa mas não aparece no inventário. Pode indicar linha esquecida em outro CNPJ ou no portal de outra operadora ainda não extraída.
3. Plano cobrado diferente do plano contratado Fatura mostra plano X com valor Y. Contrato referencia plano Z com valor W. Divergência acontece em migrações parciais, renovações com upgrade só de algumas linhas, ou erro administrativo.
4. CC desatualizado Linha alocada no CC de departamento que foi reestruturado, filial que fechou ou projeto encerrado. O rateio vai jogar o custo no lugar errado.
5. SVA ativo sem responsável identificado SVA cobrado mensalmente mas sem usuário que reconheça ter contratado. Acontece em ondas de migração onde o executivo comercial “inclui de brinde”.
Cada divergência identificada vira um item de ação. A reconciliação não resolve — ela documenta o que precisa ser resolvido antes de classificar. É o trabalho humano que precede a Fase 3.
Fase 3 — Classificação (semanas 8 a 10): aplicar estados de status
Com as divergências documentadas e — na medida do possível — resolvidas, cada linha recebe um estado de status.
O gestor aplica manualmente os estados que o sistema não classifica automaticamente. A regra sugerida para a planilha:
Consumo voz+dados < 5% da franquia → OCIOSA (automático na ContaClara)
Consumo > 80% da franquia → WARNING (automático na ContaClara)
Consumo > 100% da franquia → CRÍTICO (automático na ContaClara)
Consumo < 30% da franquia por 3+ meses → SUB-USO recorrente (classificação manual cruzando histórico)
Consumo zero por 60+ dias → ZUMBI sustentado (classificação manual cruzando histórico)
Demais → NORMAL
Em parques que nunca passaram por inventário estruturado, essa classificação inicial ilumina algo consistente: 28 a 44% das linhas não são “normais”. Isso não é exceção — é o padrão típico em empresas com 100+ linhas e turn-over acima de 8% ao ano sem processo de offboarding de linha corporativa.
Esse número não significa que a operadora errou. Significa que a empresa nunca tinha um artefato que mostrasse o estado real do parque. Antes do inventário, estava no escuro. Agora, com estados aplicados, a luz acende linha a linha.
A Anatel Res. 632/2014 art. 133 obriga as operadoras a guardar histórico de 36 meses — o que significa que o baseline de 90 dias que você constrói hoje tem dados retroativos disponíveis pra validar cada classificação.
A saída da Fase 3 é o inventário canônico completo — 8 campos preenchidos, status atribuído, divergências documentadas. É o parque visível pela primeira vez.
Fase 4 — Governança contínua (semanas 11 a 12 em diante): cadência mensal vs trimestral
O inventário não é projeto. É processo. A luz não acende uma vez — ela fica acesa com cadência.
Cadência mensal (recomendada para parques 200+ linhas ou turn-over > 10%)
- Atualizar lista de usuários com RH (desligamentos + admissões)
- Reclassificar linhas com mudança de status desde o último ciclo
- Reconciliar fatura do mês com planos contratados
- Tempo estimado: 6 a 12 horas/mês
Cadência trimestral (aceitável para parques 50 a 150 linhas com turn-over < 8%)
- Varredura completa das 4 fontes
- Reclassificação de status
- Revisão de SVAs ativos
- Tempo estimado: 12 a 20 horas/trimestre
A escolha da cadência depende da velocidade com que o parque muda. Em empresas de varejo com alta rotatividade, cadência trimestral acumula linhas ociosas em escala. Em empresa de 80 funcionários com baixo turn-over e contrato único-operadora, cadência trimestral é suficiente.
O sinal de que a cadência está errada: inventário que vai de 3% de linhas ociosas no início do ciclo pra 18% no fim. Isso significa que o ciclo é longo demais pra velocidade de mudança do parque — a luz foi apagada sem que ninguém percebesse.
Quando ferramenta automatiza a extração da fatura — como a ContaClara faz com Vivo — o custo de manter a cadência mensal cai sensivelmente. O upload mensal alimenta o histórico; o analista foca em revisar o que mudou, não em refazer a extração do zero.
O erro típico em planilha — e o limite operacional dos 200 a 300 linhas
O erro mais comum não é a planilha em si. É a arquitetura da planilha.
A planilha típica de inventário de telecom corporativo acumula 3 problemas estruturais:
Problema 1 — Uma aba por operadora Dados de Vivo na aba 1, Claro na aba 2, TIM na aba 3. O cruzamento precisa de VLOOKUP manual que quebra quando a formatação de número de linha difere entre portais. Resultado: divergências invisíveis.
Problema 2 — Status informal Colunas como “cancelar?”, “verificar”, “linha antiga” que cada pessoa da equipe interpreta diferente. Sem estados formais padronizados, a classificação vira opinião — e não é comparável de um mês pro outro.
Problema 3 — Snapshot sem histórico A planilha registra o estado atual, não a trajetória. Quando o analista pergunta “essa linha era ociosa há quanto tempo?”, não tem resposta rastreável. A luz acende no presente, mas o passado permanece escuro.
Esses 3 problemas são administráveis em parques de 50 a 150 linhas com dedicação semanal. A partir de 200 a 300 linhas, a manutenção da planilha consome mais tempo do que ela economiza — e o risco de dado desatualizado na tomada de decisão cresce proporcionalmente.
É nesse ponto que o custo/benefício de ferramenta começa a fechar. A calculadora pública da ContaClara em usecontaclara.com.br/#precos mostra as 8 faixas de preço — de R$ 149/mês (até 50 linhas) a R$ 14.200+/mês (5.000+ linhas). Parque de 200 linhas: faixa de R$ 397/mês.
Por exemplo: parque de 200 linhas com 12 horas/mês de trabalho manual a R$ 45/h de custo de oportunidade = R$ 540/mês. Ferramenta que automatiza a extração Vivo a R$ 397/mês libera 8+ horas pra análise em vez de extração — o resto do tempo (4 horas de cadastro manual e revisão) o analista ainda faz, mas com base pronta.
3 caminhos pra implantar inventário em 90 dias
Você pode construir e manter o inventário de três formas. Cada uma é legítima — a escolha depende do tamanho do parque, da disponibilidade da equipe e da velocidade de mudança da empresa.
(1) Internamente com planilha estruturada. Para parques de 50 a 150 linhas com single-operadora ou no máximo 2 operadoras. O processo das 4 fases descrito neste post é executável internamente — você copia os 8 campos canônicos, aplica os estados e mantém cadência trimestral. Custo: 18 a 26 horas de implantação + 6 a 12 horas/mês de manutenção. A limitação é a disciplina de manutenção — inventário de planilha vira o primeiro item a sair da agenda quando há urgência operacional.
(2) Consultoria com diagnóstico estruturado. Para parques acima de 300 linhas ou cenários multi-grupo (holding com múltiplos CNPJs). A consultoria Adrion Telecom faz mapeamento inicial + implantação do processo com governança. Custo: variável (consulte Adrion Telecom). Retorno: inventário canônico completo + processo documentado para a equipe interna manter.
(3) Plataforma SaaS recorrente. Para parques de 100+ linhas com necessidade de manutenção mensal e dados históricos rastreáveis. Upload da fatura → parser extrai 5 dos 8 campos automaticamente → painel com drill-down e alertas de status → analista complementa CC e usuário via cadastro. Hoje o parser ContaClara é ativo para Vivo e TIM; pra Claro (roadmap declarado), planilha-mestre complementar enquanto não chega o parser nativo. É o que a ContaClara faz.
O ponto comum entre os três caminhos: o primeiro passo é o mesmo — listar cada linha. Se você nunca fez isso, comece num mês qualquer, com qualquer ferramenta. Os estados de status aparecem rapidamente. O que muda entre os caminhos é o esforço pra manter a disciplina no segundo, terceiro e sexto mês.
LGPD e o inventário que toca dados pessoais
Uma camada que aparece mais cedo do que parece: dados de usuário no inventário são dados pessoais.
Nome do colaborador + linha corporativa + histórico de consumo = dado pessoal com tratamento sujeito à LGPD art. 6º, inciso III (princípio da necessidade — minimização de dados).
Isso não proíbe o inventário — proíbe o excesso. O campo “usuário associado” precisa de base legal (art. 7º LGPD, contrato de trabalho) e não deve carregar mais dados do que o necessário pra identificar a linha e reclassificar status.
Prática recomendada: o inventário interno armazena nome + matrícula. O inventário exportável pra relatório gerencial anonimiza — exibe CC + plano + status sem nome individual. Isso atende o interesse de gestão sem expor dado pessoal de colaborador em planilha compartilhada por e-mail.
Para empresas com Diego TI ativo no processo de compliance, esse ponto costuma ser gatilho de revisão do workflow de compartilhamento do inventário — quem acessa, em qual sistema, com qual controle de acesso.
A ContaClara automatiza a parte mais trabalhosa do inventário de linhas Vivo — extração, histórico e os 3 estados automáticos de status — pra que o analista foque em completar o que requer julgamento humano: quem está associado a qual linha, qual centro de custo, qual classificação complementar. Não é automação total. É 60 a 70% do esforço tirado da frente, com base de dados que cresce a cada upload mensal.
A Big Idea que guia o produto: “A fatura mais clara que sua empresa já viu — cada linha, cada CNPJ, cada real, no lugar certo.”
A demo pública da Mercearia Tem de Tudo mostra esse inventário funcionando com 387 linhas, R$ 47k/mês e 23 oportunidades de otimização identificadas — navegável sem cadastro, com drill-down em 3 níveis e 12 meses de histórico disponível.
ContaClara é o painel claro de telecom corporativo. Consolidamos, organizamos e governamos cada linha, cada CNPJ, cada real da fatura — multi-operadora, multi-filial, sem virar madrugada no Excel. Conheça a demo pública ou calcule seu preço.
Perguntas frequentes
O que entra no inventário canônico de linhas telefônicas corporativas?
O inventário canônico tem 8 campos mínimos por linha: número da linha, CNPJ do contrato, centro de custo, usuário associado, plano contratado, operadora, status e consumo dos últimos 90 dias. Esses 8 campos formam a base pra qualquer análise posterior — drill-down de fatura, rateio por departamento, alerta de excedente e governança multi-CNPJ. Os três primeiros campos de status rastreável automaticamente são: warning de franquia (consumo > 80%), crítico de franquia (consumo > 100%) e linha ociosa (consumo voz+dados < 5% da franquia). Campos como centro de custo e usuário associado dependem de cadastro manual ou cruzamento com RH — não são automáticos em nenhuma ferramenta hoje sem integração dedicada. Sem os 8 campos preenchidos e validados, o inventário é lista parcial — não inventário.
Quanto tempo leva fazer inventário em parque de 200 linhas?
Em planilha manual, um inventário inicial de 200 linhas leva entre 18 e 26 horas distribuídas em 4 a 6 semanas — extração de 2 a 3 portais de operadora, reconciliação de fontes, classificação linha por linha. A manutenção mensal posterior fica em 6 a 12 horas. Quando uma ferramenta automatiza a extração da fatura Vivo, os campos que ela consegue preencher (número, CNPJ, plano, consumo, operadora) saem em menos de 30 segundos após upload. Os campos de cadastro manual — centro de custo e usuário associado — continuam precisando de 4 a 8 horas adicionais de preenchimento humano para o inventário ficar completo. A diferença real está na base de dados: sem ferramenta, você recomeça do zero a cada mês; com ferramenta, você só incrementa o que mudou.
Quando vale trocar planilha por ferramenta de inventário?
Para parques de 50 a 150 linhas com uma só operadora e revisão trimestral disciplinada, planilha funciona. A troca passa a fazer sentido em três situações: parque acima de 200 linhas multi-operadora (custo de manutenção mensal supera o valor da ferramenta); turn-over acima de 10% ao ano (linhas ociosas acumulam mais rápido do que revisão trimestral detecta); ou quando o inventário é insumo de relatório mensal para o CFO — que precisa de dado consolidado no fechamento, não de planilha atualizada na semana seguinte. A calculadora pública da ContaClara em usecontaclara.com.br/#precos mostra as 8 faixas — de R$ 149/mês (até 50 linhas) a R$ 14.200+/mês (5.000+ linhas). Parque típico de 100 a 200 linhas: faixa de R$ 397/mês.
Inventário precisa cobrir 100% das linhas ou amostragem funciona?
Inventário parcial é pior do que não ter inventário — ele cria falsa sensação de controle. Em parques de 100 a 500 linhas, amostragem de 20% detecta padrões gerais, mas não identifica as linhas específicas a cancelar ou reclassificar. Pra decisão operacional — qual linha cancelo, qual plano ajusto, qual CC atualizou — você precisa de 100% das linhas. A Anatel Res. 632/2014 art. 133 obriga operadoras a guardar histórico de 36 meses, o que significa que o baseline de 90 dias que você monta hoje tem dados retroativos disponíveis para validar classificações passadas.
Como a ContaClara acende a luz no inventário de linhas Vivo?
Após upload da fatura Vivo (TXT) ou TIM (PDF), o parser da ContaClara extrai automaticamente cinco dos oito campos canônicos: número da linha, CNPJ do contrato, plano contratado, operadora e consumo dos últimos meses. O sistema aplica os 6 status canônicos (NORMAL · BAIXO · SUB-USO · ALERTA acima de 80% da franquia · EXCEDENTE acima de 100% · ZUMBI consumo mínimo) e disponibiliza o painel em menos de 30 segundos (p95 NFR-001). Os campos centro de custo e usuário associado ficam como cadastro manual — nenhuma ferramenta hoje faz isso sem integração com RH e financeiro. Janelas temporais cruzando histórico multi-mês (recorrência) são item de roadmap declarado, sem data cravada. Parser Claro também é roadmap declarado. A demo pública da Mercearia Tem de Tudo — 387 linhas, R$ 47k/mês, 23 oportunidades identificadas — está navegável sem cadastro em app.usecontaclara.com.br/demo.